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No Brasil segundo o Ministério da Saúde, cerca de 1 milhão de garotas
com menos de 20 anos engravidam anualmente. A Agência dos Estados Unidos
para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) refere que no mundo todo, a
cada ano, cerca de 14 milhões de adolescentes dão à luz no mundo.
Os dados estatísticos mostram que 80,3% das internações dos jovens no
Sistema Único de Saúde em todo o país ocorrem por parto. Essa realidade
reforça a necessidade de que se discuta mais sobre gravidez não
planejada e suas conseqüências clínicas, culturais e psicossociais.
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A Anticoncepção de Emergência faz parte dessa arma utilizada para
prevenir uma gestação não planejada. Quando ocorre uma atividade sexual
desprotegida..
A Anticoncepção de Emergência no Brasil consta nas Normas de
Planejamento Familiar do Ministério da Saúde desde 1986, através do
método Yuzpe e nas Normas Técnicas de Violência Sexual, também no
Ministério da Saúde, desde 1998, sendo disponibilizada no mercado
brasileiro a partir de 1999, apresentação de receita médica. ( Medicina
Conselho Federal, jornal da AMB, julho de 2007- Ano 48 nº 1349)
As indicações do uso de Anticoncepção de Emergência estão relacionadas a
situações
excepcionais, mas o seu objetivo principal é prevenir gravidez não
planejada.
Como o próprio nome diz o método contraceptivo e emergência deve ser
indicado como recurso de emergência, não devendo se tornar um método
regular entre a clientela adolescente. O profissional deve estar atento
e enfatizar as informações da queda de eficácia do método com uso
rotineiro, o que não deve ser motivo de deixar de ser receitado pelo
médico, mesmo que o adolescente já tenha feito uso recente..
O profissional deve sempre orientar a adolescente de que não deve se
considerar protegida até o próximo ciclo menstrual, sendo fundamental a
orientação sobre o uso de outro método ou abstinência até a próxima
menstruação
As orientações durante a prescrição da Contracepção de Emergência, deve
ser dirigida a ambos os sexos, sempre que possível:
1-“Orientar quanto às indicações e quanto à dosagem (priorizar as
apresentações contendo apenas levonorgestrel pela sua maior eficácia , e
a tomada únicaque aumenta a adesão
2-Orientar sobre seus efeitos colaterais leves, nos primeiros dois dias
após tomada da medicação, como cefaléia, náusea , vômitos...
3-Esclarecer que não é teratogência nem interfere na evolução da
gravidez, já estabelecida
4-Ideal usar nas 12 primeiras horas:a eficácia é maior quanto mais
precoce for a tomada , mas pode ser utilizada até cinco dias após o ato
sexual desprotegido.
5-Pode ser utilizado em pacientes com doenças crônicas
6-Se vomitar nas duas primeiras horas após a ingesta do contraceptivo,
orientar sobre a necessidade de repetir a mesma dosagem
7-A menstruação é esperada para a mesma data, ou antecipar ou atrasar o
fluxo por cerca de sete dias
8-Senão menstruar em três semanas pensar na possibilidade de gravidez.
Em relação às questões éticas, o CFM, aprova resolução sobre
anticoncepção de emergência
(Resolução CFM nº 1.811/06, publicada no D. O. U. de 17 de janeiro de
2007, Seção I,p. 72).
A duas maneiras de se oferecer Anticoncepcional de Emergência. A
primeira conhecida como método Yuzpe utiliza contracepcionais hormonais,
orais combinados, de uso rotineiro em planejamento familiar, na dose de
200 g de etinil-estradiol e 1 mg de levonorgestrel, em duas doses iguais
em cada 12 horas. A segunda é com o uso isolado de levonorgestrel, na
dose de 1,5mg dose única.
Esse método contraceptivo, como está implícito no seu nome , deve ser
utilizado como recurso de emergência , o que deve sempre ser ressaltado
para que não se torne um método rotineiro entre a clientela adolescente.
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Dra. Maria Ivone Freitas de Oliveira |
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