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QUANDO SUSPEITAR QUE SEU FILHO POSSA TER ALGUM
PROBLEMA DE COMUNICAÇÃO?
Se a acriança apresenta uma alteração muito grande na arcada dentária, ou se
tem mais de 2 anos e ainda chupa o dedo, pipo ou usa mamadeira;
Se tem mais de 1 ano e meio e ainda não fala, ou se com mais de 2 anos não
consegue nomear coisas simples como “au au”, “dá”, “mamãe”, “papai” dentre
outros;
Se fala pouco, ou quando fala não se expressa facilmente;
Se a criança só fala gritando e precisa ver o seu rosto para entender o que
você fala;
Se a criança não responde quando é chamada, se só assiste TV num volume
muito alto ou se não reage e nem ao menos se assusta com um barulho muito
forte;
Se ouve bem e mesmo assim tem dificuldades em compreender as coisas,
conversar ao telefone ou em manter a atenção;
Se a criança apresenta alteração na voz, principalmente rouquidão, por mais
de 15 dias;
Se apresenta gagueira e quando fala faz caretas, pisca muito, faz gestos
tensos e por isso se isola e evitando falar;
Se a criança, mesmo já alfabetizada, não consegue ler ou compreender o que
lê;
Se possui mais de 7 anos e ainda troca letras ao falar;
Se tem dificuldades em inventar e/ou contar histórias ou, se quando ouve
uma, não presta atenção e não responde a perguntas simples sobre ela;
Se ela se esforça, estuda, mas nas provas sempre vai mal por não conseguir
escrever suas idéias com sentido ou decifrar simples contas matemáticas;
Se a criança, mesmo depois que já aprendeu a escrever, tem uma letra muito
feia, quase ou totalmente incompreensível, cuja escrita não acompanha a
linha do caderno;
Se na escola a criança é desatenta, não se interessa pelas atividades de
sala, evita ler em voz alta quando solicitada ou quando lê tem um ritmo de
leitura inadequado;
Se ela baba quando dorme, respira o tempo todo pela boca, vive cansada, com
sono e se tem olheiras.
COMO PREVENIR E AJUDAR?
Fale sempre da maneira correta perto da criança. Ela tem o adulto como
modelo e aprende imitando suas atitudes e palavras;
Ao corrigir a fala de uma criança que fala errado, nunca a repreenda ou
repita seu erro, e sim articule perto dela a maneira correta de falar, pois
ela tende a repetir o que ouve;
Permita que seu filho viva num ambiente rico de estímulos, converse muito
com ele, desenvolva jogos criativos, brinque de faz de conta, leia bastante
e o estimule a ler em voz alta também, enfim, não o deixe muito tempo
sozinho sem fazer nada ou viciado somente na TV;
Tenha paciência para ouvir sua criança. Mesmo que ela esteja muito ansiosa e
as palavras se atropelem, não termine suas sentenças, espere que ela termine
de dizer o que quer. Faça-a acreditar que você quer muito ouvi-la e que por
isso está disposto a esperá-la acalmar-se para contar o que deseja;
Sempre que possível, sente para fazer o dever de casa com ela. Este é um
ótimo momento para identificar algumas dificuldades que ela possa
apresentar, que não são mais comuns para sua idade;
Converse periodicamente com o professor de seu filho sobre seu
desenvolvimento na escola, se está acompanhando a turma e se está com
dificuldade em alguma disciplina. Além disso, procure saber sobre seu
entrosamento com os colegas e com as outras pessoas;
Em caso de dúvidas, consulte um Fonoaudiólogo. Não julgue por si mesmo que
não é nada e que com o tempo vai passar, pois assim como pode melhorar,
também pode ser algo mais sério e que pode comprometer seriamente sua
comunicação, podendo privá-lo de uma das melhores fases de sua vida.
Lembre-se: é melhor PREVENIR do que REMEDIAR.
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Érika Keuffer Macedo - Acadêmica do 3o. Ano de Fonoaudiologia da UNAMA –
PA, sob a orientação da Fga. Luziane Oliveira - CFFa 5900 |
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