Nas duas últimas
décadas fomos presenteados com uma diminuição do índice de
mortalidade infantil em nosso País. Com o auxílio das pesquisas e da
tecnologia podemos avançar no combate a inúmeras patologias que eram
causadoras desse infortúnio.
O leite materno, as vacinas, o saneamento básico em algumas regiões
deste País são algumas dessas armas que tanto têm contribuído para
diminuir a mortalidade infanto- juvenil.
No início do século XXI a nossa luta contra a perda de nossas
crianças é outra e acredito até que mais desigual, estamos perdendo
a população infantil e adolescente para Conflitos Sociais que
invadem as famílias e a sociedade como um todo. Nos últimos 15 anos
a incidência dos homicídios está se deslocando para faixas etárias
mais jovens.
Os indicadores de mortalidade evidenciam que o atendimento
emergencial em Pronto Socorros tem seu maiores atendimentos em
traumas, quedas com principal causa de atendimentos em crianças
pequenas, as violências interpessoais (balas perdidas, violência
doméstica—violência sexual) são mais freqüentes entre os
adolescentes.
Esta doença psicossocial que acabou se tornando a doença do momento
em nossa sociedade, é fruto da ação de indivíduos com distúrbios
comportamentais afetivos graves.
Sabemos que a luta é árdua, porém ainda temos grandes possibilidades
de mudar esse perfil para isso precisamos criar uma sociedade mais
amorosa, compreensiva e justa, devemos investir na Prevenção,
implantar ou implementar ações que previnam a formação de indivíduos
delinqüentes, infratores, criminosos.
Com atenção, carinho, segurança, promoção de auto-estima, ensino de
valores, ausência de castigos físicos, são maneiras de se formar
pessoas com personalidade sadia.
Condições de miséria, discriminações, desigualdades sociais, drogas,
castigos físicos freqüentes, violência doméstica, são incentivos
para adolescentes e futuramente adultos acabarem por serem induzidos
a praticas violentas.
Em nosso País, as ações mais dolorosas contra crianças e
adolescentes, que prejudicam seu crescimento e desenvolvimento têm
ocorrido no âmbito familiar, tendo como principais agressores os
pais, mães e irmãos.
Os profissionais de saúde precisam estar atentos para os sinais
muitas vezes indicativos de situações de violência |
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